É tão bom cagar!
É tão bom cagar quando chegamos a casa. Pousamos a pasta, desapertamos as calças a caminho da cagadeira, baixamos as cuecas no instante anterior ao sentar na retrete enquanto a bufa sai como sinopse olfactiva do acontecimento. Por causa do cansaço, olhamos de esguelha para o rolo de papel higiénico para confirmar que podemos cagar à vontade.
Às vezes cagamos logo. Quando senhor castanho bate à porta e ainda estamos no meio da viajem de metro ou quando nos vamos a peidar pela rua fora, acompanhado por umas tossidelas estúpidas (e depois, quando há azar, fica um belo selo comprovativo nas cuecas). Outras vezes o cagalhão parece que tem que sair de cesariana... ficamos uma hora na cagadeira a ler as Selecções do Readers Digest (que podem servir para limpar a peida) ou a ver as caras de cu na Caras.
Enfim, mas o que interessa é cagar. Cagar é como ir ao confessionário, porque ficamos mais leves de espírito, com a vantagem que depois invés de rezarmos limpamos o cu!
Mas também há coisas fodidas quando cagamos. O que mais me enoja é quando estamos distraídos e apertamos as nádegas antes do cagalhão sair definitivamente. Ficamos com a peida toda cagada e temos que gastar meio rolo de papel higiénico a limpar a trampa toda. Até cansa. O pior é quando atiramos com o papel para a sanita e depois entope tudo. Uma bela merda. E pior ainda é quando há pouco papel e temos mesmo que recorrer às revistas.
Também é fodido quando o cagalhão é duro e não vai pelo cano abaixo. Das duas uma, ou cagamos no assunto ou tentamos parti-lo com a vassourinha de limpar as raspas de merda. Um nojo!
Outra ainda, é exactamente quando reparamos que a vassourinha não existe, e a raspa de merda fica lá, nojenta a feder!
Um conselho importante. Quando cagarem num lugar todo badalhoco não se sentem na retrete. Façam-no à tropa. Também atirem primeiro papel higiénico para o cano, para que a pinga que chapina quando o cagalhão lá chega não acerte em cheio no olho do cu.
Boas cagadelas.
sábado, 14 de junho de 2008
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